sábado, 27 de agosto de 2016

Martírio de São João Batista - 29 de Agosto




Martírio de São João Batista, o último e maior dos profetas

São João Batista, ao denunciar os vícios e injustiças deixou Deus conduzi-lo
Com satisfação lembramos a santidade de São João Batista que, pela sua vida e missão, foi consagrado por Jesus como o último e maior dos profetas: “Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João, o Batista…De fato , todos os profetas, bem como a lei, profetizaram até João. Se quiserdes compreender-me, ele é o Elias que deve voltar.” (Mt 11,11-14)
Filho de Zacarias e Isabel, João era primo de Jesus Cristo, a quem “precedeu” como um mensageiro de vida austera, segundo as regras dos nazarenos.
São João Batista, de altas virtudes e rigorosas penitências, anunciou o advento do Cristo e ao denunciar os vícios e injustiças deixou Deus conduzí-lo ao cumprimento da profecia do Anjo a seu respeito: “Pois ele será grande perante o Senhor; não beberá nem vinho, nem bebida fermentada, e será repleto do Espírito Santo desde o seio de sua mãe. Ele reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus: e ele mesmo caminhará à sua frente…” ( Lc 1, 15)
São João Batista desejava que todos estivessem prontos para acolher o Mais Forte por isso, impelido pela missão profética, denunciou o pecado do governador da Galileia: Herodes, que escandalosamente tinha raptado Herodíades – sua cunhada – e com ela vivia como esposo.
Preso por Herodes Antipas em Maqueronte, na margem oriental do Mar Morto, aconteceu que a filha de Herodíades (Salomé) encantou o rei e recebeu o direito de pedir o que desejasse, sendo assim, proporcionou o martírio do santo, pois realizou a vontade de sua vingativa mãe: “Quero que me dês imediatamente num prato, a cabeça de João, o Batista” (Mc 6,25)
Desta forma, através do martírio, o Santo Precursor deu sua vida e recebeu em recompensa a Vida Eterna reservada àqueles que vivem com amor e fidelidade os mandamentos de Deus.
São João Batista, rogai por nós!

Martírio de São João Batista

Martírio de São João Batista
século I

A festa da natividade de são João Batista ocorre no dia 24 de junho. Ela faz parte da tradição dos cristãos como esta que celebramos hoje, do martírio de são João Batista. No calendário litúrgico da Igreja, esta comemoração iniciou na França, no século V, sendo introduzida em Roma no século seguinte. A origem da comemoração foi a construção de uma igreja em Sebaste, na Samaria, sobre o local indicado como o do túmulo de são João Batista.
João era primo de Jesus e foi quem melhor soube levar ao povo a palavra do Mestre. Jesus dedicou-lhe uma grande simpatia e respeito, como está escrito no evangelho de são Lucas: "Na verdade vos digo, dentre os nascidos de mulher, nenhum foi maior que João Batista". João Batista foi o precursor do Messias. Foi ele que batizou Jesus no rio Jordão e preparou-lhe o caminho para a pregação entre o povo. Não teve medo e denunciou o adultério do rei Herodes Antipas, que vivia na imoralidade com sua cunhada Herodíades.
A ousadia do profeta despertou a ira do rei, que imediatamente mandou prendê-lo. João Batista permaneceu na prisão de Maqueronte, na margem oriental do mar Morto, por três meses. Até que, durante uma festa no palácio daquela cidade, a filha de Herodíades, Salomé, instigada pela ardilosa e perversa mãe, dançou para o rei e seus convidados. A bela moça era uma exímia dançarina e tinha a exuberância da juventude, o que proporcionou a todos um estonteante espetáculo.
No final, ainda entusiasmado, o rei Herodes disse que ela poderia pedir o que quisesse como pagamento, porque nada lhe seria negado. Por conselho da mãe, ela pediu a cabeça de João Batista numa bandeja. Assim, a palavra do rei foi mantida. Algum tempo depois, o carrasco trazia a cabeça do profeta em um prato, entregando-a para Salomé e para sua maldosa mãe. O martírio por decapitação de são João Batista, que nos chegou narrado através do evangelho de são Marcos, ocorreu no dia 29 de agosto, um ano antes da Paixão de Jesus.
Fonte: Paulinas em 2015


Martírio de São João Batista

A celebração da festa do martírio de São João Batista, que na Igreja latina tem origens antigas (na França no século V, e em Roma no século VI), está vinculada à dedicação da Igreja construída em Sebaste na Samaria, no suposto túmulo do Precursor de Cristo. A festa aparece já na data de 29 de agosto nos Sacramentários romanos, e conforme o Martirológio Romano essa data corresponderia à segunda vez que encontraram a cabeça de São João Batista, transportada para Roma.
Temos sobre São João Batista as narrações dos Evangelhos, em particular de Lucas, que nos fala de seu nascimento, da vida no deserto, da sua pregação, e de Marcos que nos refere a sua morte. Pelo Evangelho e pela tradição podemos reconstruir a vida do Precursor, cuja palavra de fogo parece na verdade com o espírito de Elias. Negou categoricamente ser o Messias esperado, afirmando a superioridade de Jesus, que apontou aos seus seguidores por ocasião do batismo nas margens do Rio Jordão. Sua figura parece ir se desfazendo, à medida que vai surgindo "o mais forte", Jesus. Todavia, "o maior dentre os profetas" não cessou de fazer ouvir a sua voz onde fosse necessária para consertar os sinuosos caminhos do mal. Reprovou publicamente o comportamento pecaminoso de Herodes Antipas e da cunhada Herodíades, mas a previsível suscetibilidade deles custou-lhe a dura prisão em Maqueronte, na margem oriental do mar Morto.
Por ocasião da festa celebrada em Maqueronte, a filha de Herodíades, Salomé, tendo dado verdadeiro show de agilidade na dança, entusiasmou a Herodes. Como prêmio pediu, por instigação da mãe, a cabeça de São João Batista. Último profeta e primeiro apóstolo, ele deu a vida pela sua missão, e por isso é venerado na Igreja como mártir. Ele foi fiel, bondoso e o clarão de Cristo, anunciando a luz da eterna claridade.
Fonte: Catolicanet em 2015

Degolação de São João Batista


Comemoração Litúrgica:  29 de agosto.

Também nesta data - São Nicéias, Santo Hipacio e Santa Sabina

Quando São João Batista, o preclaro Precursor do Messias abandonou o deserto, para onde se tinha retirado, por inspiração do Espírito Santo, foi para o rio Jordão, onde começou a batizar e pregar a penitência, preparando desta maneira o terreno para a nova doutrina do Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo.
Abusos e vícios detestáveis tinham se aninhado na sociedade Judaica e  São João Batista se propôs a verberá-los energicamente. À testa do governo estava o rei Herodes, cognominado Antipas, filho daquele outro Herodes, por cuja ordem foram assassinados os inocentes de Belém. É o mesmo Herodes Antipas, que figura na Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Pois ao tribunal desse monarca que Pôncio Pilatos mandou Nosso Senhor, que de Herodes só ouviu escárnios e cujos soldados lhe vestiram a túnica branca.
Herodes antipas vivia escandalosamente, tendo raptado Herodíades, esposa de seu irmão Felipe. Essa união ilícita era um mau exemplo e grave escândalo para a nação inteira. Não havia quem se sentisse com coragem de censurar o monarca e chamá-lo à ordem. São João Batista, porém,  não podia ver tal coisa, de braços cruzados.
O Evangelho diz que Herodes se sentiu atraído pela personalidade extraordinária do Batista,  e  com agrado lhe ouvia as instruções. Diz mais que São João lhe declarou, com toda franqueza: "Não te é lícito viver com a mulher do teu irmão". O que o rei respondeu, o Evangelho não conta; mas podemos crer que Herodes recebeu muito mal a declaração do profeta; tão mal que ponderou as possibilidades de livrar-se de tão incômodo e importuno monitor. Se não deu passo nesse sentido, foi porque temia o povo que a São João grande veneração dedicava. Mais ofendida se sentiu a mulher, que tanto fez, tanto instigou, que o rei se decidiu a encarcerar o Santo Precursor. Na prisão, João recebia as visitas dos discípulos, que ávidos ouviam as instruções do mestre. Alguns deles foram, em comissão, enviados ao Divino Mestre, para lhe dirigir esta pergunta: "És Tu o que há de vir ou devemos por um outro esperar?".  São João mandou fazer a Jesus esta pergunta, não porque duvidasse da sua divindade e missão messiânica,  mas para que os discípulos tivessem ocasião de  conhecer e presenciar as maravilhas por Ele feitas.
É de opinião dos Santos Padres que a prisão de São João se efetuara em dezembro, tendo o Santo ficado encarcerado até agosto do ano seguinte. Era em agosto que Herodes festejava pomposamente o seu aniversário natalício. Ao suntuoso banquete estavam presentes muitos convivas, entre estes os Príncipes da Galiléia.  Fazia parte do programa uma dança oriental executada pela filha de Herodíades, chamada Salomé.  Tão bem a jovem desempenhou o papel de dançarina, que Herodes, para lhe mostrar seu contentamento, prometeu dar-lhe tudo o que pedisse, ainda que fosse a metade do reino. Esta promessa, tão levianamente emitida, o rei ainda a confirmou com um juramento. Salomé, tão admirada quão perplexa, diante dessa inesperada liberalidade do monarca, foi ter com a mãe, para saber o seu parecer. Herodíades achou chegado o momento de livrar-se do odiado profeta, e nenhum instante hesitou. "Vai – disse à filha resolutamente – e pede a cabeça de João Batista". Sem pestanejar e afoitamente, a leviana dançarina transmitiu a ordem da mãe ao Rei e disse-lhe em voz alta, para que todos pudessem ouvir: "Quero que me dês num prato, a cabeça de João Batista". Ao ouvir um pedido tão bárbaro e desapiedado, Herodes apavorou-se mas, não querendo desapontar a moça e lembrando-se do juramento que fizera, anuiu e mandou o algoz ao cárcere onde João se achava. A ordem de decapitá-lo foi cumprida imediatamente e pouco momento depois, Salomé teve satisfeito o seu desejo: a cabeça de João Batista, apresentada num prato.
Os discípulos, logo que souberam do crime, retiraram o corpo do querido mestre do cárcere e deram-lhe honroso enterro.
Os assassinos não escaparam da vingança de Deus. O Rei da Arábia, cuja filha, esposa de Herodes, por este tirano tinha sido repudiada, abriu campanha contra o adúltero, venceu-o e exilou-o. O imperador de Roma, por sua vez, desterrou-o para Lion, na Gália. Assim, abandonado por todos, fugiu com Herodíades para a Espanha, onde ambos morreram na maior miséria. Consta que Salomé,  ao atravessar em pleno e regiroso inverno um rio coberto de gelo, este cedeu e os pedaços de gelo, chocando-se um contra o outro, cortaram-lhe a cabeça.
O martírio de São João se deu um ano antes da morte de Nosso Senhor. O corpo do Santo foi enterrado na Samaria. Seu túmulo foi profanado em 362 pelos pagãos. Piedosos monges salvaram pequenos restos que foram entregues a Santo Atanásio, em Alexandria.
A cabeça de São João Batista foi encontrada em Emese, na Síria em 453 e é hoje a relíquia mais insigne da catedral de Breslau.
Reflexões:
Herodes errou, julgando-se obrigado a cumprir o juramento. Se jurar é tomar a Deus por testemunha da verdade do que se diz ou do que se promete, claro está que, juramento falso é um grande pecado, como pecado é também prometer, sob juramento, praticar uma ação má. O juramento, em si é bom e santo, por ser um ato de religião. Pelo juramento se apela para deus, que é a Verdade suprema.
Três são as condições que justificam o juramento: A verdade, a justiça e o motivo justo. Afirmar, com juramento, uma inverdade, é gravíssimo pecado chamado perjúrio. "Não abusarás do nome do Senhor teu Deus; o Senhor não deixará impune a profanação de seu nome. Não farás juramento falso em meu nome e não profanarás o nome de teu Deus, pois eu sou o Senhor", prescreve as Escrituras. 
Insuportável seria a vida, se não tivéssemos certeza absoluta da justiça de Deus, que põe tudo nos devidos termos, isto é, que dá à virtude a recompensa que merece e, ao pecado o justo castigo. Se assim não fosse, o martírio de São João Batista e tantas e tantas injustiças e atrocidades clamorosas, não achariam solução. O que se observou sempre e até hoje se observa é que os justos sofrem, quando os maus gozam. Os justos são perseguidos e desprezados, quando os maus são estimados e festejados. Vemos nessa circunstância, aparentemente monstruosa, a atuação da justiça divina. Não há homem que não seja pecador e pelos pecados não provoque a justiça divina, como também criatura humana não existe que não tenha boas qualidades, merecimentos naturais. O pecado deve ser punido onde quer que seja encontrado – também o pecado do justo reclama castigo. –  Eis porque os justos já sofrem aqui na terra para não lhes ser comprometida a felicidade no céu. A virtude, a boa obra, deve ser recompensada, onde quer que se apresente – também a boa obra do pecador reclama galardão. Não podendo ser compensada no céu, recebe a paga na terra, o que é de inteira justiça. Não é mau sinal, pois, se a vida parece uma corrente contínua de sofrimentos. "A quem Deus ama, castiga" – é observação feita em todos os tempos. Louvemos, pois, a justiça de Deus e não nos deixemos arrastar à crítica, à murmuração, ao desespero. A verdade está na palavra de Nosso Senhor, que na parábola  do mau rico faz Abraão dizer-lhe: "Meu filho, lembra-te que recebeste o teu quinhão de bens durante a vida, ao passo que Lázaro só teve males; agora ele está aqui e tu sofres"
Fonte: Página Oriente em 2016

Martírio de João Batista

NascimentoSéculo I
Local nascimentoPerto de Belém
OrdemPrecursor de Cristo
Local vidaMargens do rio Jordão
EspiritualidadeTemos as narrações dos evangelhos a seu respeito, principalmente o de São Lucas, que narra seu nascimento, sua vida no deserto, sua pregação.Desde os Sacramentários Romanos, essa festa aparece nesta data com o nome de paixão ou degolação. Essa celebração, que remonta ao século V na França e ao VI em Roma, é ligada à dedicação da igreja construída em Sebaste, na Samaria, no suposto túmulo do Precursor de Cristo, isto é, aquele que pregava a vinda do Messias. Conta-se que no Império de Tibério (27-28 a.C.), Batista iniciou sua missão convidando o povo para preparar os caminhos do Senhor. Jesus apresenta-nos João Batista: Ao partirem eles, começou Jesus a falar a respeito de João à multidão: 'Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Mas que fostes ver? Um homem vestido de roupas finas? Mas os que vestem roupas finas vivem nos palácios dos reis. Então, que fostes ver? Um profeta? Eu vos afirmo que sim, e mais do que um profeta. É dele que está escrito; Eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele preparará o teu caminho diante de ti. Em verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não surgiu nenhum maior que ele...' (Mateus 11, 7-11). João Batista tinha amizade e simpatia do rei Herodes e costumava ser convidado por ele, por sua sabedoria. Porém João, sabendo que Herodíades, cunhada do rei, praticava infidelidade, traindo seu marido com Herodes, exortou-o a não mais pecar. Por esta razão foi levado como prisioneiro. No dia do aniversário de Herodes, em grande festa, o rei estava embriagado não só de pecado mas de vinho, quando chamou Salomé, filha de Herodíades para dançar para ele, acrescentando: "Pede-me o que quiseres e eu te darei!" Salomé então dançou para ele e no final, sua mãe, Herodíades, soprou aos ouvidos de sua filha: "Pede-lhe a cabeça de João Batista!" E apesar do rei assustar-se com tal pedido e não coincidir com seu desejo, mandou decapitá-lo e trazer-lhe a cabeça sobre uma bandeja.
Local morteMaqueronte, margem oriental do mar Morto
MorteSéculo I
Fonte informaçãoSanto Nosso de cada dia, rogai por nós
OraçãoBendito seja São João Batista, que anunciou com firmeza e fé a Vinda do Messias! Sede ó São João, nosso fiel intercessor, em nossas necessidades e projetos. Concedei-nos, Senhor Jesus, pelos méritos de São João Batista, os dons que nos faltam para maior perseverança e paz em nossas vidas, amém. São João Batista, rogai por nós.
DevoçãoTotal obediência a Deus
PadroeiroDos que pregam a Palavra de Deus
Outros Santos do diaOutros santos do dia: Adelfo, Alberico, Basília, Cândida (mrs.); Eutímio, Feologildo(arceb,); Ipácio (bispo); e André (pb.) (Márts); Sabina, Mederico, Niceas e Paulo (Márts); Sebo (rei); Verona.
Fonte: ASJ em 2015

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