sábado, 27 de agosto de 2016

Santo Agostinho de Hipona - 28 de Agosto




Santo Agostinho, grande Bispo e Doutor da Igreja

Santo Agostinho fundou uma comunidade cristã atuante na oração, estudo da Palavra e caridade
Celebramos neste dia a memória do grande Bispo e Doutor da Igreja que nos enche de alegria, pois com a Graça de Deus tornou-se modelo de cristão para todos. Agostinho nasceu em Tagaste, no norte da África, em 354, filho de Patrício (convertido) e da cristã Santa Mônica, a qual rezou durante 33 anos para que o filho fosse de Deus.
Aconteceu que Agostinho era de grande capacidade intelectual, profundo, porém, preferiu saciar seu coração e procurar suas respostas existentes tanto nas paixões, como nas diversas correntes filosóficas, por isso tornou-se membro da seita dos maniqueus.
Com a morte do pai, Agostinho procurou se aprofundar nos estudos, principalmente na arte da retórica. Sendo assim, depois de passar em Roma, tornou-se professor em Milão, onde envolvido pela intercessão de Santa Mônica, acabou frequentando, por causa da oratória, os profundos e famosos Sermões de Santo Ambrósio. Até que por meio da Palavra anunciada, a Verdade começou a mudar sua vida.
O seu processo de conversão recebeu um “empurrão” quando, na luta contra os desejos da carne, acolheu o convite: “Toma e lê”, e assim encontrou na Palavra de Deus (Romanos 13, 13ss) a força para a decisão por Jesus:“…revesti-vos do Senhor Jesus Cristo…não vos abandoneis às preocupações da carne para lhe satisfazerdes as concupiscências”.
Santo Agostinho, que entrou no Céu com 76 anos de idade (no ano 430), converteu-se com 33 anos, quando foi catequizado e batizado por Santo Ambrósio. Depois de “perder” sua mãe, voltou para a África, onde fundou uma comunidade cristã ocupada na oração, estudo da Palavra e caridade. Isto, até ser ordenado Sacerdote e Bispo de Hipona, santo, sábio, apologista e fecundo filósofo e teólogo da Graça e da Verdade.
Santo Agostinho, rogai por nós!

Santo Agostinho de Hipona

Santo Agostinho de Hipona
354-430

Aurélio Agostinho nasceu, no dia 13 de novembro de 354, na cidade de Tagaste, hoje região da Argélia, na África. Era o primogênito de Patrício, um pequeno proprietário de terras, pagão. Sua mãe, ao contrário, era uma devota cristã, que agora celebramos, como santa Mônica, no dia 27 de agosto. Mônica procurou criar o filho no seguimento de Cristo. Não foi uma tarefa fácil. Aliás, ela até adiou o seu batismo, receando que ele o profanasse. Mas a exemplo do provérbio que diz que "a luz não pode ficar oculta", ela entendeu que Agostinho era essa luz.
Aos dezesseis anos de idade, na exuberância da adolescência, foi estudar fora de casa. Na oportunidade, envolveu-se com a heresia maniqueísta e também passou a conviver com uma moça cartaginense, que lhe deu, em 372, um filho, Adeodato. Assim era Agostinho, um rapaz inquieto, sempre envolvido em paixões e atitudes contrárias aos ensinamentos da mãe e dos cristãos. Possuidor de uma inteligência rara, depois da fase de desmandos da juventude centrou-se nos estudos e formou-se, brilhantemente, em retórica. Excelente escritor, dedicava-se à poesia e à filosofia.
Procurando maior sucesso, Agostinho foi para Roma, onde abriu uma escola de retórica. Foi convidado para ser professor dessa matéria e de gramática em Milão. O motivo que o levou a aceitar o trabalho em Milão era poder estar perto do agora santo bispo Ambrósio, poeta e orador, por quem Agostinho tinha enorme admiração. Assim, passou a assistir aos seus sermões. Primeiro, seu interesse era só pelo conteúdo literário da pregação; depois, pelo conteúdo filosófico e doutrinário. Aos poucos, a pregação de Ambrósio tocou seu coração e ele se converteu, passando a combater a heresia maniqueísta e outras que surgiram. Foi batizado, junto com o filho Adeodato, pelo próprio bispo Ambrósio, na Páscoa do ano de 387. Portanto, com trinta e três e quinze anos de idade, respectivamente.
Nessa época, Agostinho passou por uma grande provação: seu filho morreu. Era um menino muito inteligente, a quem dedicava muita atenção e afeto. Decidiu, pois, voltar com a mãe para sua terra natal, a África, mas Mônica também veio a falecer, no porto de Óstia, não muito distante de Roma. Depois do sepultamento da mãe, Agostinho prosseguiu a viagem, chegando a Tagaste em 388. Lá, decidiu-se pela vida religiosa e, ao lado de alguns amigos, fundou uma comunidade monástica, cujas Regras escritas por ele deram, depois, origem a várias Ordens, femininas e masculinas. Porém o então bispo de Hipona decidiu que "a luz não devia ficar oculta" e convidou Agostinho para acompanhá-lo em suas pregações, pois já estava velho e doente. Para tanto ele consagrou Agostinho sacerdote e, logo após a sua morte, em 397, Agostinho foi aclamado pelo povo como novo bispo de Hipona.
Por trinta e quatro anos Agostinho foi bispo daquela diocese, considerado o pai dos pobres, um homem de alta espiritualidade e um grande defensor da doutrina de Cristo. Na verdade, foi definido como o mais profundo e importante filósofo e teólogo do seu tempo. Sua obra iluminou quase todos os pensadores dos séculos seguintes. Escreveu livros importantíssimos, entre eles sua autobiografia, "Confissões", e "Cidade de Deus".
Depois de uma grave enfermidade, morreu amargurado, aos setenta e seis anos de idade, em 28 de agosto de 430, pois os bárbaros haviam invadido sua cidade episcopal. Em 725, o seu corpo foi transladado para Pavia, Itália, sendo guardado na igreja São Pedro do Céu de Ouro, próximo do local de sua conversão. Santo Agostinho recebeu o honroso título de doutor da Igreja e é celebrado no dia de sua morte.
Fonte: Paulinas em 2015

Santo Agostinho, Bispo de Hipona e Doutor da Igreja

Nasceu em 13 de novembro do 354 em Tagaste, ao norte da África. O pai de Agostinho. Patrício, era um pagão de temperamento violento; mas, graças ao exemplo da Mônica, sua esposa, batizou-se pouco antes de morrer.
Embora Agostinho tenha ingressado ao catecumenato desde a  infância, não recebeu o batismo, de acordo com os costumes da época. Em sua juventude se deixou arrastar pelos maus exemplos e, até os 32 anos, levou uma vida licenciosa, obstinado à heresia maniqueísta. Disso fala em seus "Confissões", que compreendem a descrição de sua conversão e a morte de Mônica, sua mãe.
Dita obra foi escrita para mostrar a misericórdia de Deus para um grande pecador, que por esta graça, chegou a ser também, e em maior medida, um grande santo. Mônica tinha ensinado a orar a seu filho desde menino, e lhe tinha instruído na fé, de modo que o próprio Agostinho que caiu gravemente doente, pediu que fosse conferido o batismo e Mônica fez todos os preparativos para que os recebesse; mas a saúde do jovem melhorou e o batismo foi diferido. O santo condenou mais tarde, com muita razão, o costume de diferir o batismo por medo de pecar depois de havê-lo recebido.
Com o saque de Roma pelo Alarico, no ano 410, os pagãos renovaram seus ataques contra o cristianismo, lhe atribuindo todas as calamidades do Império. Para responder a esses ataques, Santo Agostinho escreveu seu grande obra "A Cidade de Deus". Esta obra, é depois de "As Confissões", a obra mais conhecida do santo. Ela é não só uma resposta aos pagãos, mas também trata toda uma filosofia da história providencial do mundo. Logo depois de "As Confissões" escreveu também "As Retratações", onde expôs com a mesma sinceridade os enganos que tinha cometido em seus julgamentos.
Morreu em 28 de agosto de 430, aos 72 anos de idade, dos quais tinha passado quase 40 consagrado ao serviço de Deus.

Santo Agostinho de Hipona


FUNDADOR DA ORDEM DOS AGOSTINIANOS

Comemoração litúrgica: 28 de agosto

Também nesta data: São Viviano e São João III

Tão grande é a glória que Santo Agostinho adquiriu, pela sua conversão, santidade de vida e, não menos pelos seus escritos que, ao longo da história,  mais de 150 congregações religiosas, quiseram ter a honra de combater sob sua bandeira e que reconhecem Santo agostinho, como fundador e pai.
Tagaste, cidade de Numídia, ao norte da África, era lugar tão insignificante, que talvez tivesse ficado completamente desconhecido, se não fosse a terra de Santo Agostinho. Seu pai era funcionário público e gozava de geral estima, pois era homem correto e leal. Chamava-se Patrício. Deus deu-lhe a graça da conversão ao cristianismo, pouco antes da morte. Agostinho nasceu aos 13 de novembro de 354. Sua mãe, Mônica, santa mulher,  procurou dar ao filho uma educação correspondente à sua fé religiosa.  Grande, porém, foi o desgosto que teve, ao ver que baldados lhe foram os esforços em conservá-lo no caminho do temor de Deus. Bem cedo Agostinho, esquecendo-se dos conselhos da mãe, caiu na escravidão do pecado, como mais tarde teve a nobre franqueza de confessar perante Deus. Causa desses desvarios, ele mesmo disse ter sido a leitura de maus livros.
Até a idade de  15 anos, fez os estudos em Madaura. Falta de recursos obrigou-o a interromper a  freqüência da escola e voltou para Tagaste, onde permanceu, até que o pai tivesse conseguido os meios necessários para o filho poder continuar e terminar o curso em Cartago.  Todos elogiavam a Patrício, pelo interesse que mostrava em proporcionar ao filho ocasião de fazer um curso brilhante nas escolas superiores.  “Meu pai – assim se exprime Santo Agostinho – fez tudo para me adiantar neste mundo. Pouco se lhe dava, porém, de saber se eu era virtuoso, contanto que fosse  eloquënte”.
Durante esse  tempo, na idade de 16 anos, Agostinho se entregou de corpo e alma aos prazeres, invejando os companheiros, quando se ufanavam de indignidades por eles praticadas, que não lhe tinha sido possível a ele.  O tempo que passou em Cartago  foi a época mais triste de sua vida. Lá teve um filho, fruto do pecado. Agostinho deu-lhe o nome de Adeodato.
Indescritível era a tristeza e dor que a mãe experimentava, sabendo que o filho encontrava-se em estado tão lastimável. Essa dor ainda redobrou, quando soube que Agostinho se tinha filiado à seita dos maniqueus. Mônica chorou, como se tivesse perdido o filho pela morte. No entanto, não cessou de rezar pelo apóstata, e pediu a pessoas piedosas das suas relações, que unissem as orações às dela, para obter a graça  da  conversão de  Agostinho.  Este parecia ficar dia a dia mais orgulhoso e,  completamente inacessível, se tornou aos rogos da mãe.  Nove anos passou Agostinho nas trevas do erro herético. Mônica teve uma revelação de Deus, que lhe garantiu a  conversão do infeliz filho.
Agostinho, entretanto, abriu em Tagaste e mais  tarde em Cartago, um curso de  retórica.   Era um horizonte muito estreito demais Para sua ambição sem limites, que por ideal  tinha,  adquirir fama  mundial;  assim, um dia,  resolveu ir para a Itália.
Mônica tudo fez para dissuadi-lo desse plano, ou pelo menos alcançar que a levasse em sua companhia. Agostinho, para se livrar das importunações da mãe, fingiu levar um amigo até as  embarcações, enquanto ela se hospedaria num albergue perto do porto. Mônica passou a  noite toda em oração e pranto e, quando chegou o dia, Agostinho já se achava em alto mar, em demanda de Roma. Chegado à cidade eterna, caiu gravemente doente. Logo que se restabeleceu, lecionou retórica, e as suas preleções tiveram grande afluência.
Na mesma Ocasião, achava-se em Roma uma comissão da cidade  de Milão, para pedir ao Prefeito Simaco uma lente de retórica. Agostinho, por meio de proteção dos  amigos  maniqueus, conseguiu a  preferência entre vários concorrentes e seguiu para Milão.  Uma Das primeiras visitas que lá fez, foi ao santo Bispo Ambrósio,  que o recebeu com toda a cordialidade.
Foi Deus quem guiou os passos do jovem que, sem o saber, já se  achava nas malhas da graça divina.  A amabilidade com que Ambrósio o tratava, a caridade  que encontrava e, principalmente, a eloqüência arrebatadora do santo bispo, fizeram com que o coração de Agostinho se abrisse ao conhecimento da verdade.  Se antes era de opinião que contra as provas do maniqueísmo  não havia argumentação, as prédicas de Santo Ambrósio desfizeram essa pretensão. Pouco a pouco conheceu que o sistema da heresia apresentava grandes lacunas, e finalmente se curvou diante da força da verdade.
Agostinho pediu para ser inserido na lista dos catecúmenos. Sabendo quanta mágoa no passado causara à mãe, previa o grande prazer que lhe deveria causar a notícia de sua conversão.  Mônica, de fato, veio a Milão, mas nenhuma demonstração deu de satisfação, por ter o filho deixado a heresia. Para Agostinho mesmo,  seguiram-se dias de graves lutas internas, pois eram precisas resoluções hercúleas, para quebrar os grilhões  de maus hábitos,  adquiridos em longos anos e  deixar-se levar unicamente pelo suave impulso da graça divina.
Em certa ocasião, recebeu a visita do amigo Ponticiano, que lhe contou a vida de Santo Antão.  Foi a hora da graça triunfar. Agostinho confessa que,  ao conhecer a vida do grande eremita, ficou profundamente comovido, e tão forte foi esta comoção, que se viu tomado de verdadeiro horror do pecado.  Não foi só isto:  Deus interveio  diretamente na história desta célebre conversão. Quando um dia Agostinho se achava à sombra duma figueira, ouviu perfeita e distintamente as palavras:  “Toma e lê”.  Instintivamente abriu o primeiro livro que se lhe achava à mão. Eram as epístolas de São Paulo. Abrindo-o, topou com os versos: “Caminhemos como de dia, honestamente, e não em glutonarias e bebedeiras, não em desonestidades e dissoluções;  mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não façais uso da carnes em seus apetites”. (Rom 13, 13). Tendo lido isto, não quis mais prosseguir. Fez-se-lhe luz na alma. A tristeza estava-lhe transformada em alegria e, tomado dessa alegria, procurou o amigo Alípio, fazendo-o participante de sua satisfação. Alípio abriu o livro e leu adiante as palavras, que Agostinho não tinha visto: “Ao que é ainda fraco na fé, ajudai-o”. (Rom 14, 1) Apoderou-se também de Alípio grande comoção, que o levou a acompanhar Agostinho na conversão.
Não tardaram a levar à Santa Mônica esta boa nova. O coração da pobre mãe transbordou de alegria, quando a recebeu e ouviu de que modo se realizara a transformação no coração do filho. Deus tinha-lhe, afinal, ouvido-lhe a oração, e não só isto: A conversão de Agostinho dera-se de maneira tão extraordinária, como nunca podia esperar.
Depois, em companhia de  sua mãe, de Navígio, seu irmão, Adeodato, seu filho e Alípio, retirou-se para a casa de campo de um amigo, a fim de preparar-se para o santo Batismo. Recebido este, renunciou a  tudo que é do mundo: Riqueza, dignidades e posição. O único desejo que tinha era servir a Deus, sem restrição alguma e, para poder pô-lo em prática, formou uma espécie de congregação, composta de amigos e patrícios, que já se achavam em sua companhia.  Mônica cuidava de todos, como se fossem seus filhos. Havia ainda uma dificuldade:  achar um lugar onde pudesse, como desejava,  viver em comunidade. Resolveram voltar para a África. Quando chegaram ao porto de Óstia, morreu Mônica, e Agostinho deu-lhe sepultura lá mesmo. Chegado a Tagaste, vendeu todos os bens, em benefício dos pobres. Escolheu um lugar perto da cidade onde, durante três anos,  levou com os companheiros,  uma vida igual à dos primeiros eremitas do Egito.
Negócios urgentes chamaram-no a Hipona. O bispo daquela cidade era Valério. Em diversas ocasiões se dirigiu aos diocesanos, expondo-lhes a necessidade de ordenar sacerdotes. O povo, conhecendo as virtudes e talentos de Agostinho, o propôs ao Antístite, como candidato digno. Embora Agostinho relutasse, alegando indignidade, Valério conferiu-lhe as ordens maiores. Uma vez sacerdote, Agostinho pediu ao Prelado licença para fundar um convento em Hipona e, para esse fim, Valério lhe deu um grande terreno, nas proximidades da Igreja.
Muitos outros conventos ainda se fundaram na África setentrional e Agostinho, com razão, é considerado fundador e organizador da vida monástica.
Em 395, a pedido e  insistência do bispo Valério, foi Agostinho sagrado bispo. A nova posição não mais lhe permitia a permanência no convento. Para não perturbar a vida monástica, com as freqüentes visitas  que havia de atender, transferiu residência para outra casa, onde foi viver em companhia de sacerdotes, diáconos e  subdiáconos.
Naquela pequena comunidade, reinavam os costumes dos primeiros cristãos.  A ninguém era permitido ter propriedade. O que possuíam, servia à comunidade. Ninguém era admitido, que não se ligasse pela promessa de  sujeitar-se a  esse regulamento.
À mulher, era vedada a entrada. Nessa proibição estava a própria irmã de Agostinho, que era viúva e  superiora  num convento religioso.  Se o múnus pastoral lhe impunha a  visita a uma pessoa de outro sexo, fazia-se  acompanhar  por um dos sacerdotes.
Duas ordens religiosas tiveram sua origem da comunidade fundada por Santo Agostinho em Tagaste: A dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho  e dos Agostinianos, propriamente ditos, chamados também Eremitas de Santo Agostinho. Ambas as Ordens acham-se também estabelecidas no Brasil. Outra Congregação baseada nos ensinamentos de Santo Agostinho foi a  da Congregação das Religiosas de Nossa Senhora, Cônegas Regulares de Santo Agostinho,  fundada em 1597 por São Pedro Fourier e o venerável Aleixo lê Clerc.
No ano de 1244, durante o pontificado de Inocente IV, eremitas de Toscana também  adotaram a regra. Duas outras congregações menores, que já viviam sob a regra agostiniana, acabaram unindo-se e os três segmentos uniram-se, formando uma só congregação. Posteriormente, a Ordem sofreu reforma e, dois novos segmentos (filiais) foram criados, ou seja, Ordem dos Agostinianos Descalços e a Ordem dos Agostinianos Recoletos.
35 anos tinha Santo Agostinho governado a Igreja de Hipona, quando a África sofreu a invasão dos Vândalos e Alanos que, vindo das Gálias e da Espanha, comandados por Genserico, devastaram toda a região norte-africana. Para Agostinho, havia a possibilidade de se pôr a seguro. Preferiu, entretanto, partilhar a sorte do seu rebanho. Esperando a cada momento a  tomada da cidade pelas  hordas invasoras, rodeado de amigos e de bispos fugitivos, a alma cheia de dor e amor, pediu a Deus que salvasse a África ou aceitasse o sacrifício de sua vida. Acometido de uma febre violenta, sob a recitação dos salmos penitenciais, morreu na idade de 76 anos, em 28 de agosto de 430. Levou consigo ao túmulo a  Igreja africana, a própria África com sua alta cultura e civilização. Depois dos Vândalos vieram os maometanos, e com eles  o extermínio do cristianismo naquelas regiões.
Grandes são os tesouros espirituais que Agostinho deixou à Igreja, nos seus livros, que apresentam eterno valor. Por especial providência, aconteceu que no grande incêndio que os Vândalos causaram na tomada de Hipona, fossem poupadas a Igreja e a biblioteca do grande Bispo.
Reflexões
A conversão de Santo Agostinho foi o resultado da audição das prédicas de Santo Ambrósio e  da leitura das epístolas de  São Paulo. O pecador que despreza a audição da palavra de Deus,  e a leitura de livros espirituais, está bem longe da conversão.
Santo Agostinho, vendo-se tão  escravo da paixão, chegando quase a descrer da possibilidade da conversão, encheu-se de  coragem com o exemplo dos Santos. “Estes salvaram-se,  por que não hei de salvar-me também?” – dizia, e com boa vontade, com a graça de Deus, conseguiu livrar-se dos terríveis liames do pecado.  A mesma experiência fazem todos aqueles que, sinceramente, procuram o caminho da  conversão.
Santo Agostinho prorrogara a  conversão, sem por muito tempo achar coragem de mudar de vida. Mas, uma vez que se resolveu a abandonar o caminho do  pecado, não mais voltou atrás, ficando cada vez mais firme nos bons propósitos.
Se ainda hesitamos em fazer penitência, tomemos, como Santo Agostinho, uma firme resolução de emenda;  convertemo-nos, façamos penitência e perseveremos nela.
*  *  *  *  *  *  *  *  *

NascimentoNo ano de 354
Local nascimentoTagaste - Tunísia
OrdemBispo e Doutor da Igreja - fund dos agostinianos
Local vidaHipona - África
EspiritualidadeApós uma vida devassa, foi convertido aos trinta e dois anos em Milão, de forma milagrosa, sob as mãos de santo Ambrósio. Após a morte de sua mãe (Santa Mônica), regressou à África, consagrando-se à vida religiosa. Tornou-se padre e depois bispo de Hipona, na Argélia, e trabalhou por cerca de 40 anos contra as heresias, realizando diversos escritos que são verdadeiras obras-primas, como as Confissões e as Retratações, a Cidade de Deus (espécie de teologia da história), o tratado da Trindade, entre outros. De caráter generoso e simpático, capacidade de perdoar e extrema sensibilidade, santo Agostinho conseguiu atrair e unir a si os seus próprios adversários. Sua primeira regra religiosa fez com que surgisse, em diversas épocas, formas de vida religiosa, as quais consideram-no como "pai". Além dos agostinianos, cerca de 20 mil religiosos seguem sua regra até hoje. É o primeiro dos quatro grandes doutores do Ocidente.
Local morteHippo Regius - Argélia
Morte28 de agosto de 430, aos 76 anos de idade.
Fonte informaçãoSanto Nosso de cada dia, rogai por nós
OraçãoOnipotente e Misericordioso Deus, que destes a Agostinho a graça da santidade e o Dom da inteligência a serviço do Evangelho, fazei com que eu também saiba converter todos os meus dias e horas em ocasiões para servir e amar, dando testemunho da Vossa Verdade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, amém. Santo Agostinho, rogai por nós.
DevoçãoEstudos profundos e pregação
PadroeiroDos filósofos, oradores e editores
Outros Santos do diaOutros santos do dia: Hermetes (Hermes); Alfrico, Alexandre (bs. Julião, Pelágio, Fortunato, Barsabé, Ambrósio, Gaio, Antero (Márts); Moisés; Calínico (part.) Viviano e João III.
Fonte: ASJ em 2015

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