quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Transfiguração do Senhor - 06 de Agosto


Transfiguração do Senhor

A festa da "Transfiguração do Senhor" acontece no mundo cristão desde o século V. Ela nos convida a dirigir o olhar para o rosto do Filho de Deus, como o fizeram os apóstolos Pedro, Tiago e João, que viram a Sua transfiguração no alto do monte Tabor, localizado no coração da Galiléia. O episódio bíblico é relatado distintamente pelos evangelistas Mateus, Marcos e Lucas.
Assim, segundo São Mateus 9,2-10, temos: "Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e João, e conduziu-os a sós a um alto monte. E transfigurou-se diante deles. Suas vestes tornaram-se resplandecentes e de uma brancura tal, que nenhum lavadeiro sobre a terra as poderia fazer assim tão brancas. Apareceram-lhes Elias e Moisés, e falavam com Jesus. Pedro tomou a palavra: "Mestre, é bom para nós estarmos aqui; faremos três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias". Com efeito, não sabia o que falava, porque estavam sobremaneira atemorizados. Formou-se então uma nuvem que os encobriu com a sua sombra; e da nuvem veio uma voz: "Este é o meu Filho muito amado; ouvi-O". E olhando eles logo em derredor, já não viram ninguém, senão só a Jesus com eles. Ao descerem do monte, proibiu-lhes Jesus que contassem a quem quer que fosse o que tinham visto, até que o Filho do homem houvesse ressurgido dos mortos. E guardaram esta recomendação consigo, perguntando entre si o que significaria: Ser ressuscitado dentre os mortos".
A intenção de Jesus era a de fortalecer a fé destes três apóstolos, para que suportassem o terrível desfecho de Sua paixão, antecipando-lhes o esplendor e glória da vida eterna. Também foi Pedro, que depois, recordando com emoção o evento, nos afirmou: "Fomos testemunhas oculares da Sua majestade" (2 Pd 1, 16).
O significado dessa festa é, e sempre será, o mesmo que Jesus pretendeu, naquele tempo, ao se transfigurar para os apóstolos no monte, ou seja, preparar os cristãos para que, em qualquer circunstância, permaneçam firmes na fé no Cristo. Melhor explicação, só através das inspiradas palavras do Papa João Paulo II, quando nesta solenidade em 2002, nos lembrou que: "O rosto de Cristo é um rosto de luz que rasga a obscuridade da morte: é anúncio e penhor da nossa glória, porque é o rosto do Crucificado Ressuscitado, o único Redentor da humanidade, que continua a resplandecer sobre nós (cf. Sl 67, 3)".
Somente em 1457, esta celebração se estendeu para toda a cristandade, por determinação do Papa Calisto III, que quis enaltecer a vitória, do ano anterior, das tropas cristãs sobre os turcos muçulmanos que ameaçavam a liberdade na Europa.
Fonte: Paulinas em 2014

Transfiguração de N. S. Jesus Cristo



Comem. litúrgica 06 de agosto.

Também nesta data: Senhor B. Jesus de Iguape, Santos:  Felicíssimo, Máximo e Agapito

A liturgia de hoje comemora a festa da Transfiguração de Nosso Senhor Jesus Cristo. Dos Evangelistas é São Mateus que refere por minúcias esse fato admirável da vida de Nosso Senhor.
Os Santos Padres ocupam-se muito do mistério da Transfiguração de Nosso Senhor, principalmente São Crisóstomo, que escreveu coisas admiráveis sobre o mesmo assunto. O que se segue, são pensamentos daquele Santo Padre, como os propôs aos ouvintes, explicando o evangelho do dia de hoje.
Nosso Senhor, tendo falado muitas vezes da sua Paixão e Morte, profetizara aos Apóstolos perseguição e morte cruel; tendo-lhes dado mandamentos positivos e severos, quis mostrar-lhes a magnificência e glória com que voltará no fim do mundo, provar e revelar-lhes, já nesta vida sua majestade, para animá-los e confortá-los nas tristezas presentes e futuras.
São Mateus (cap. 17, 1-13) escreve, contando o fato da Transfiguração:  "Seis dias depois, (isto é, depois da predição de sua Paixão e Morte) Jesus tomou a Pedro, Tiago e a João". Um outro Evangelista (Lucas 9, 28) diz:  "Oito dias depois". Não há contradição entre os dois, porque este conta o dia em que Jesus cursou perante os Apóstolos e o dia em que subiu o monte Tabor, quando São Mateus conta apenas os dias que estão entre estes dois fatos. Reparamos também a modéstia de São Mateus, que menciona os Apóstolos que mais do que ele, foram honrados por Nosso Senhor. Nesse ponto, segue o exemplo de São João, que minuciosamente refere os elogios com que Jesus distinguiu a Pedro.
Jesus tomou os  chefes dos Apóstolos e levou-os a um monte, a sós.  E transfigurou-se diante deles. Resplandeceu-se-lhe o rosto como o sol, e os vestidos tornaram-se brancos como a neve. Por que motivo Nosso Senhor levou só estes três Apóstolos? Porque ocuparam um lugar saliente entre os demais. Pedro salientava-se pelo amor a Jesus; João era o mais querido de Nosso Senhor e Tiago por causa da resposta que juntamente com o  irmão dera ao Divino Mestre: "Nós beberemos o cálice". E não só por causa desta resposta, como também em virtude das suas obras, que provaram a verdade daquela asserção. Era tão odiado pelos judeus, que Herodes, para ser-lhes agradável, o mandou matar. Por que razão, disse Nosso Senhor aos Apóstolos: "Em verdade vos digo: alguns de vós aqui presentes não verão a morte, enquanto não tiverem visto o Filho do Homem em sua glória?" (Mt. 16, 28).  Com certeza para lhes estimular a curiosidade de ver aquela visão, da qual lhes falava e enchê-los do desejo de ver o Mestre rodeado da glória divina. 
"Eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com Ele".  Por que apareceram essas figuras do Antigo testamento?  Há diversas razões que explicam esta circunstância. A primeira é esta:  Porque entre o povo dizia-se que Jesus era Elias, Jeremias ou um dos profetas do Antigo testamento, ficar-lhes-ia patente a grande diferença que existia entre o servo do Senhor, e que bem merecido fora o elogio que coube a São Pedro, por ter chamado Filho de Deus a Nosso Senhor.  Segunda razão:  Repetidas vezes inimigos de Nosso Senhor o acusavam de blasfêmias, da pretensão de dizer-se Filho de Deus" (Jo  9,  33).  Estas acusações eram freqüentes e  como proviessem de inveja, quis Nosso senhor mostrar que não transgredira a lei e nenhuma blasfêmia proferira, dizendo-se Filho de Deus.  Para este fim,  Jesus fez aparecer dois profetas de maior destaque. De Moisés era a lei, e não era admissível que justamente Moisés distinguisse com sua presença o transgressor da mesma que era Jesus Cristo, na opinião dos judeus. Elias, o grande zelador da honra de Deus, por seu turno,  nunca teria honrado com sua presença a Jesus Cristo se este de fato não fosse o filho de deus. Um terceiro motivo seria este:  Aparece um profeta que morreu e um outro que não sofreu a morte. Esta circunstância devia fazer compreender aos discípulos, que seu Mestre é o Senhor da vida e da morte, e seu reino é no céu e na terra. Um quarto motivo, o próprio Evangelista menciona: Para mostrar a glória da cruz e para animar os pobres Apóstolos, na triste previsão de sofrimentos. Os dois profetas falaram da glória, que na cruz seria manifesta, em Jerusalém;  (Lc 9, 31),  isto é, da sua Paixão e Morte.
Se Nosso Senhor levou consigo estes três Apóstolos, foi também porque deles havia de exigir uma virtude mais apurada que dos outros.  "Quem quer seguir-me, tome a sua cruz e siga-me". Os dois profetas do Antigo Testamento eram homens que, pela lei de Deus e pelo bem do povo, estavam sempre prontos a deixar a vida. Ambos, Elias e Moisés, usaram da máxima franqueza na presença de tiranos, este diante do Faraó, aquele diante de Achab; ambos se empenharam em favor de homens rudes e ingratos;  ambos foram quais vítimas de malícia daqueles, a que mais benefícios dispensaram; ambos trabalharam para exterminar a idolatria entre o povo. Tanto um como o outro desprezavam a riqueza.  Moisés e Elias eram pobres e viviam num tempo, em que os grandes servidores de Deus não possuíam o dom de fazer grandes milagres. É verdade que Moisés dividiu as águas  do mar; Pedro, porém, andou sobre as ondas, expulsou maus espíritos, curou muitos doentes e transformou a face da terra.  É verdade que Elias ressuscitou um morto;  os Apóstolos, porém, chamaram muitos mortos à vida, no tempo em que ainda não tinham recebido o Espírito Santo.  Jesus Cristo faz aparecer estes dois profetas, para apresentá-los aos discípulos, como modelos de firmeza e constância; como Moisés devem ser mansos e humildes; iguais a Elias, deviam ser zelosos e incansáveis; como ambos, prudentes e circunspectos. Elias passou fome durante três anos, por amor ao povo. Moisés disse a deus: "Perdoai-lhes os pecados e exonerai-me ou se assim não quiserdes, extingui meu nome do vosso livro". Tudo isso Jesus faz lembrar aos Apóstolos mostrando-lhes, em misteriosa visão, a glória de Elias e Moisés.
Propondo-lhes Elias e Moisés como modelos, a imitação dos mesmos ainda não é o ideal, que Jesus Cristo quer ver nos Apóstolos. Quando estes disseram:  "Senhor, se assim quiserdes, chamaremos fogo do céu, que destrua esta cidade",  talvez assim falaram lembrando-se de Elias, que de tal forma procedeu. Jesus, porém, respondeu-lhes: "Não sabeis de que espírito sois". (Lc 9, 55). Queria assim ensinar-lhes, que é melhor sofrer uma injustiça, quando se perceberam graças maiores. Não quer isto dizer que Elias não fosse santo e perfeito. Elias vivera num outro tempo, em que a humanidade, atrasada ainda na cultura, carecia de meios educativos mais fortes. O campo de ação dos Apóstolos não devIa ser o Egito, a terra de Moisés, mas o mundo inteiro; não era ao Faraó que haviam de contradizer, mas aceitar a luta do demônio, o tirano da maldade, vencê-lo e desarmá-lo.
E não o conseguiram dividindo as águas do mar. A tarefa era, armando-se do ramo de Jessé, dividir as águas furiosas do oceano da impiedade.  Reparemos bem as quantas coisas não amedrontaram os Apóstolos: a morte, privações e mil martírios não menos os intimidaram, que aos Judeus e o Mar Vermelho e as hostes de Faraó;  mas Jesus, seu Mestre, levou-os a tal grau de perfeição que não hesitaram em aceitar tudo. Para torná-los capazes de uma missão tão difícil, apresentou-lhes os dois grandes heróis do Antigo Testamento.
"Senhor, bom é estarmos aqui", disse São Pedro a Jesus.  Ouvindo as referências à Paixão e Morte do querido Mestre, o coração encheu-se de temor; mas desta vez, faltando-lhe a coragem de dizer: "Longe de ti estas coisas", formulou os receios nas palavras já mencionadas. O monte onde se achavam, bem longe de Jerusalém, já era a seu ver uma garantia;  fazendo ainda três tendas para lá morar, dispensava perfeitamente a viagem a Jerusalém e removido o perigo do Mestre cair nas mãos dos inimigos. "Bom é estarmos aqui", com Elias, que chamou fogo sobre a montanha; com Moisés, que falou com Deus no cimo do monte - ninguém sabe que aqui estamos. Quem não descobre nestas palavras a profunda e sincera amizade  de São Pedro ao Mestre?  Os Evangelistas, referindo-se às palavras de São Pedro, dizem:  "Não sabia o que falava, pois tão atônito de medo se achava" (Mc 9, 5 e Lc 9,33).
Falando ainda, eis que uma nuvem os envolveu. Não era noite, era dia claro. A luz, o esplendor assombrava-os e atônitos caíram de rosto por terra. Qual foi a atitude de Cristo? Nem ele, nem Elias, nem Moisés, disseram coisa alguma. Mas da nuvem saiu a voz daquele que é a Verdade. Por que da nuvem? Porque deus sempre fala da nuvem. "Rodeado está de nuvens e trevas" (Sal 96, 2).  "O Filho do Homem vem entre as nuvens" (Dan 7, 13).  Saindo a voz da nuvem, não lhes restava dúvida que era a voz de Deus.
E eis que uma uma voz do meio da nuvem disse:  "Este é meu Filho muito amado, em quem me agradei;  ouví-o". No monte Sinai Deus publicou ameaças contra o povo. Aqui se via uma nuvem branca e lúcida. Pedro tinha falado em três tendas. Deus, porém,  mostrou uma única tenda, não feita por mão de homem;  daí a circunstância da aparição de uma luz claríssima e a audição de uma voz. Para não deixar dúvida sobre a pessoa em questão, Elias e Moisés desapareceram e a voz disse: "Este é meu filho muito amado".  Se é Ele o amado, o medo de Pedro é infundado. Embora já devesse estar convencido da divindade do Mestre, embora não tivesse dúvida da sua futura ressurreição, Pedro ainda é vacilante em sua fé.  Ouvindo agora a voz confirmante do Eterno Pai, deviam desaparecer-lhe os temores e as dúvidas. Se Ele é o Filho muito amado, o Pai não o abandonará. É seu amado, não só por ser seu filho, mas também por Lhe ser igual.  "Nele achei meu agrado",  quer dizer, pois: Ele é meu agrado, minha alegria, porque, como Filho, é igual ao Pai, é regido pela mesma vontade, é um com ele eternamente. Ouví-o.
R E F L E X Õ E S
Felizes os Apóstolos que foram achados dignos de ver o Divino Mestre com tanta glória e magnificência. Se quisermos,  poderemos também ver o mesmo Jesus, não como os Apóstolos no monte Tabor, mas numa glória incomparavelmente maior - naquele dia em que virá com toda glória e majestade, rodeado dos Anjos e Santos do Céu.  Todos os homens hão de ver como Ele virá sobre as nuvens. Julgando a todos dirá aos que se acharem à direita:  "Vinde, benditos de meu Pai, pois eu estava faminto e vós me destes de comer" (Mt 25, 34). E aos outros dirá: "Muito bem, servo fiel e bom:  pois que foste fiel em pouco, confiar-te-ei maiores bens; entra no gozo do contentamento do teu Senhor!" (Mt 25, 33).  A outros, porém, dirá: "Afastai-vos de mim, malditos,  e ide para o fogo eterno, que foi preparado para o demônio e seus anjos".  E ainda: "Servo mau e preguiçoso" (Mt 25).  E serão entregues aos algozes e, atados as mãos e os pés, atirados às trevas exteriores. Os justos, porém, fulgirão como o sol, ou mais do que ele.  Aquele dia será o horror  para os maus. Não carece de documentos, de provas, de testemunhas;  o eterno e justo Juiz supre tudo isso. Ele é acusador, testemunha e lançador da sentença. tudo sabe, nada lhe é incógnito. Naquele dia não haverá ricos e pobres, fracos e poderosos, protegidos e protetores - persistirão somente os fatos em toda a nudez, em toda a realidade. As máscaras hão de cair, e a verdade aparecerá em toda a clareza.
Afastemos de nós as vestes imundas do pecado, armemo-nos com as armas da luz, pratiquemos o bem e a glória de Deus nos revestirá.
Fonte: Página Oriente em 2016

Transfiguração do Senhor

Local nascimentoBelém
EspiritualidadeA Transfiguração, que faz parte do mistério da salvação, é bastante merecedora de uma celebração litúrgica. Remonta ao século V, no Oriente. Era celebrada em diferentes datas, até que o papa Calisto III elevou a festa à comemoração de toda a Igreja universal. Esse episódio foi relatado pelos evangelistas Mateus, Marcos e Lucas e nele estavam presentes os apóstolos Pedro, João e Tiago. Mateus conta que Jesus tomou os três e os levou para o alto monte, o monte Tabor, localizado no coração da Galiléia, e ali foi transfigurado. Seu rosto ficou iluminado como o sol e suas vestes resplandecentes. Com isso, Jesus quis manifestar aos discípulos que ele era realmente o Filho de Deus, enviado pelo Pai. Pela grande paz e espiritualidade que sentiram, os apóstolos quiseram permanecer no monte, mas Jesus ensinou-lhes que era necessário sofrer muitas perseguições para se entrar na Glória definitiva.
Local morteJerusalém
Fonte informaçãoSanto Nosso de cada dia, rogai por nós
OraçãoOnipotente e Eterno Deus, que Vos dignastes mostrar a Vossos apóstolos a Glória de Vossa Majestade, concedei-me também a mim saber viver em austeridade e espírito combativo, para um dia ter a Graça de, Convosco, habitar na Pátria Eterna. Por Cristo Transfigurado, amém.
Outros Santos do diaOutros santos do dia: Trasfiguração, Cremento(ab); Esózio; (bispo); Felecíssimo, Agapito, Genaro, Magno, Vicente e Estêvão(diác) (Márts); Jacó (er); Jordão justo e Pastor (Márts); Melásio(ab); Estápino(bispo)
Fonte: ASJ em 2015

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